domingo, 16 de julho de 2017


QUINTA DA NOIVA



Lisboa foi, em tempos idos,
uma cidade repleta de belas Quintas.

Já aqui falei daquilo em que se transformaram algumas delas, como as Quintas dos Padres e do Chalé [veja aqui] , as Quintas do Alto e do Correio-Mór [veja aqui], ou as Quintas das Conchas e do Perdigão  [veja aqui], ou, ainda, a Quinta do Carrapato  [veja aqui].

Ora, - pasme-se ! -, neste capítulo das quintas degradadas,
a cosmopolita Avenida Almirante Gago Coutinho não é exceção.


Tão inesperado amontoado de barracas - à direita, na imagem - dá pelo romântico nome de Quinta da Noiva.

Esta bela "Quinta" tem acesso direto por um caminho que não passa despercebido a quem percorre a Gago Coutinho.

Como a Câmara Municipal de Lisboa, tão exigente em certas coisas, consente que perdurem situações deste tipo em locais emblemáticos da Cidade, é algo nunca irei entender.







E nem pode a Câmara alegar desconhecimento, já que a entrada para a dita "Quinta" até se encontra muito artisticamente sinalizada.

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Além do que, naturalmente, o guindaste que a imagem abaixo mostra serve uma obra necessariamente licenciada.

Assim, ou os fiscais camarários estavam muito distraídos, ou alguma explicação mais ou menos arrevesada há de haver para o facto de não terem reparado naquele amontoado de barracas.


Nelas, encontramos, maioritariamente, oficinas de automóveis.
Todas legalizadas e com contabilidades organizadas, já se vê...


Senhores das Finanças e da CML:
em vez de andarem, com mais e mais exigências e fiscalizações desnecessárias,
a aborrecer pessoas sérias e cumpridoras,
por que razão não põe cobro a estas vergonhas, de uma vez ?

Este local situa-se na área geográfica de intervenção da Junta de Freguesia de Alvalade



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