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terça-feira, 5 de junho de 2018


ÁREA DE LAZER ?


Um breve apontamento à bacoquice ou à prosápia e falta de sentido do ridículo
de certos politiqueiros autárquicos,
ou à negligência daqueles que se lhes possam ter seguido.



No Bairro do Arco do Cego, bem junto ao Liceu Filipa e algures entre as ruas Caetano ALberto e Desidério Beça , existe um espaço com cerca de 7m² x 10m², em calçada de vidraço, 'equipado' com um simples banco de jardim.

Perante tão importante benefício para os Fregueses, alguém entendeu justo perpetuar a iniciativa mandando afixar uma minúscula mas bem visível plaquinha - ridícula e aposta numa parede bolorenta - que ostenta, orgulhosa, os seguintes dizeres:



ÁREA DE LAZER
CONSTRUÍDA PELA
JUNTA DE FREGUESIA

S.JOÃO DE DEUS
Janeiro de 2000

VELHAS VIAS, LDA


É verdade que desconheço, absolutamente, se alguma vez ali existiu mais do que um simples banquinho de jardim. 


Se não existiu, estamos perante uma ridícula manifestação de algo muito poucochinho, de uma necessidade de afirmação quase patológica que poderá ter, um dia, perpassado o espírito de alguém da extinta Junta.


Se existiu, teremos de nos perguntar o que terá levado a que, retirado esse hipotético equipamento, alguém haja decidido lá manter a ridícula plaquinha, já que, para todos os efeitos e para o passante desconhecedor do passado de tão 'importante' espaço, chamar, em letras bem gordas, 'área de lazer' a um banco de jardim será, porventura, uma das mais perfeitas e completas demonstrações de ridículo por parte dos poderes autárquicos que 'governam'  a nossa Cidade.







PS: Calhou-me passar, minutos depois, por um espaço idêntico existente entre as ruas Fernando Pedroso e Bernardo de Passos - do outro lado do Liceu -, no qual também podemos ver um banco de jardim como único 'equipamento'.  Mas este é, apenas, um trecho de calçada com um banco em cima, já que não teve honras de merecer uma plaquinha a perpetuar o bonito gesto de lá fixar o tal banco.  Qual será, então o critério ?


E como deve sentir-se injustiçado este banquinho, que não teve direito a qualquer distinção !...






Este local situa-se na área geográfica de intervenção da Junta de Freguesia de Areeiro 


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segunda-feira, 2 de outubro de 2017


RESULTADO À VISTA!



10h20m de 2 de Outubro de 2017.

Os votos estão contados.
Em todo o País, apenas em seis freguesias os resultados finais estão por apurar.
Mas os dados de Lisboa são definitivos: a contagem está fechada nas vinte e quatro freguesias do Concelho.

- x -

Segundo o sítio oficial das Autárquicas 2017, o Partido Socialista (PS) conquistou, a nível nacional, 157 presidências de câmara - mais 6,8% do que as 147 da eleição anterior -, e obteve 38,01% dos votos - mais 4,4% do que os 36,39% anteriores.

Isto, note-se, coincidindo com uma legislatura em que o PS se encontra sujeito ao desgaste da governação do Estado, assim não sendo, propriamente, de espantar se, mesmo tendo em conta a especificidade das Autárquicas, tivesse sido, globalmente, penalizado nesta eleição.

Não foi.

Tal como não foi em 2013, em Lisboa, quando, estando na governação da Câmara Municipal, obteve uma expressiva maioria absoluta de 11 vereadores em 17 disponíveis.

Da mesma forma que ontem, a nível nacional, não houve, nas Autárquicas 2013, qualquer desgaste, qualquer erosão devido ao facto de o PS se encontrar na governação.

Bem pelo contrário.


E, mesmo em Lisboa, ao nível das freguesias, também não!

- x -

No entanto,

nas Autárquicas 2017, em Lisboa,
o Partido Socialista PERDEU
a maioria absoluta, e três vereadores !

A política partidária, nacional ou local, não interessa, minimamente, ao Misérias de Lisboa, nem alguma vez irá interessar.

Mas sendo o "Misérias" um espaço que vem, desde há tempos, a chamar a atenção para aquilo que é e não deve ser em Lisboa, não poderia deixar-se ficar calado perante tão miserável resultado eleitoral, evidentes como são as causas que a ele terão conduzido.

É que não é um qualquer aselha que, num quadro eleitoral tão favorável
como aquele em que se candidatou, consegue um resultado tão desastroso,
em que perde nada menos do que 27,27% dos 11 vereadores !

É, de facto, necessário que a nossa extremosa Edilidade tenha optado por uma atuação pusilânime, e por se apresentar ao eleitorado, nos cartazes, literalmente de braços cruzados, numa postura que bem exprime o quase nada que, no que a intervenções de fundo, estruturais tem sido feito, preterido perante as inúmeras e extremamente incómodas obras de municipal cosmética que, nos últimos anos, diariamente tem imposto ao nosso outrora pacato dia-a-dia.

Esta quebra de 27,27% em vereadores corresponde a uma estrondosa perda de 21,26% de votos:  de 50,91% em 2013, o PS passou para meros 42,02% agora, o que ditou a perda da maioria absoluta com que tem vindo a governar.

A nível nacional, o PS sobe 4,4%.  Em Lisboa, desce 21,26%.

Ou seja:  o PS regista, em Lisboa,
um resultado mais de 25 pontos pior do que o total nacional!


Mas SÓ a nível municipal!

Nas freguesias de Lisboa,
o PS manteve os 40% de 2013!
Melhorou um pouco, até!


Não resta, assim, qualquer dúvida de que
a quebra brutal do PS em Lisboa
se deveu,
exclusivamente, ao
péssimo desempenho da
Câmara Municipal!


"Vitória" do PS em Lisboa ?

Mas está tudo doido,
ou o estado de choque fê-los levantar os pezinhos do chão ?

As palmadinhas nas costas recebidas no Hotel Altis
não foram de felicitação,
mas de comiseração, de conforto.


Porque, tirando aquilo que, por razões que nada têm a ver com a gestão autárquica, aconteceu ao Partido Social Democrata (PSD),
o resultado, em Lisboa, do PS
foi o pior de todos os principais restantes.

E, como estas coisas não acontecem por acaso, não há como dissociar o desaire da desastrosa, ligeira, inconsequente e pouco competente gestão camarária que vem sendo feita, iluminada por uma política que em muito pouco corresponde aos reais e legítimos anseios dos Alfacinhas, facto para o qual aqui me não tenho cansado de alertar.

- x -

A perda da maioria absoluta faz, necessariamente, com que uma ou outra força política minoritária logo se perfile como peça fundamental para viabilizar a governação camarária.

Mas atenção:

se essa peça fundamental sancionar a proliferação de ciclovias que quase ninguém utiliza em detrimento de lugares de estacionamento que ninguém pode deixar de utilizar; ou a complacência perante a quantidade de imóveis devolutos ou em ruínas, apenas para não tomar uma posse administrativa que lhe custaria fundos que prefere esbanjar em políticas de "embelezamento" esquecendo as obras estruturais;  ou o amadorismo de decisões tomadas e revertidas por erros técnicos fáceis de evitar,

não se admire essa mesma peça fundamental se, daqui a quatro anos, viver igual ou pior desaire do que aquele que o PS agora se vê obrigado a dar saltos de corça para tentar disfarçar.

Porque, como há anos ouvi a um ilustre Português que já nos deixou,
"a estrutura vence, sempre, a estratégia".

E, felizmente, assim o entenderam, também, os eleitores.

Desta vez, não vos trago imagens.
O vazio, não se pode ilustrar.




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quarta-feira, 20 de setembro de 2017


LISBOA... NA RELVA


Espetáculo, não é só o que se passa no palco.

Pensar o contrário, seria minimizar a importância do muito que se passa na envolvente, na sala, ou nos bastidores.

Centrando-me nos dois primeiros, devo começar por dizer que não é habitual poder associar a eventos da Fundação Calouste Gulbenkian aspetos menos positivos, seja no campo da logística, seja no da organização.

Duvidas não me restam, assim, de que, para eles se manifestarem, foi necessária a infeliz associação da Fundação às ações de rentrée politica da Câmara Municipal de Lisboa, mais propriamente à "Lisboa na Rua 2017":


Desta vez, no entanto, Lisboa não ficou "na rua",
mas, literalmente, "na relva".

câmara municipal de Lisboa
Refiro-me à apresentação da "Carmina Burana" no passado dia 9 de Setembro, no Vale do Silêncio, aos Olivais, em que nenhum assento digno desse nome foi disponibilizado aos espetadores - mesmo aos  enfermos ou mais idosos -;  nem foi, previamente, anunciado, que assim iria acontecer.

A brochura da Fundação dizia que "Pelo terceiro ano consecutivo, a Orquestra Gulbenkian reforça o compromisso de sair da sua casa em busca de novos públicos no contexto mais informal, levando composições de confirmado apelo universal a habitar espaços menos habituais de Lisboa, enquanto se afirma como um elemento vivo no quotidiano da cidade (...), propõem a conhecedores e curiosos o contacto próximo, no cenário convidativo do Parque do Vale do Silêncio (...)".

cmlPor seu turno, a brochura da CML anunciava, mais singelamente, que "Neste Lisboa na Rua apresentamos ao ar livre um concerto de excelência que poderia acontecer em qualquer uma das grandes salas de espetáculos do mundo: (...)"

Destes dois pequenos trechos poder-se-ia, então, concluir que o evento teria lugar num aprazível espaço ao ar livre, em contexto informal, um evento digno de uma grande sala de espetáculos.


Esqueceram-se, no entanto, ambas as brochuras de referir que o lugar "aprazível" era um parque quase votado ao abandono, onde não faltam folhas velhas e lixo, devendo os espetadores jazer num relvado aparado mas quase careca de relva, tendo como alternativa ficar sentados numa espécie de caixotes de cartão, acessíveis, unicamente, a quem se dispusesse a "secar" durante mais de um quarto de hora numa interminável fila.

Isto depois de aqueles que não tinham acesso fácil através do metropolitano ou habitavam as redondezas terem passado tempos infinitos a poluir o ar e a gastar combustível na procura vã, para estacionar, de um inexistente lugar.


No Sábado 9 de Setembro, foi isto o que aconteceu.


O estado em que se encontra o "lugar aprazível" está, em parte, documentado nas imagens que, acima, vos tenho vindo a mostrar.

Para se chegar ao relvado, há que, em qualquer ponto, atravessar a mata, onde, às folhas secas há vários dias amontoadas, se junta a habitual e contemporânea lixarada de noitadas ao relento à base de fast-food para partilhar.



De um lado, a lenta construção de um recinto desportivo;  do outro, escolióticas balizas sem rede, que talvez um dia terão servido para jogar.

Bem exemplificativo do quase abandono a que o Parque está votado, é o estado em que se encontram as tabuletas. O espaço parece estar abrangido por um qualquer regime legal; mas, após ter consultado todas elas, continuei sem conseguir apurar qual...



Chegados ao recinto do espetáculo, um relvado que mais parece um campo pelado,
com gigantescas falhas de relva e muito pouco verde onde os incautos se pudessem sentar.




Relva verde, verde, só mesmo à noite,
à luz dos holofotes da mesma côr !



Por altura do ensaio geral, ninguém, ainda, imaginava que iriam ser distribuídos "caixotes" de cartão para os espetadores se sentarem.  Vi, assim, alguns moradores das redondezas partir e voltar com cadeiras desmontáveis, provavelmente trazidas de suas casas.  Outros, mais prevenidos ou mais habituados a estas andanças, precaveram-se com mantas e artigos similares.

No entanto, ainda poucos dias antes tinha eu estado, no Campo Grande, a assistir a um concerto de Jazz, integrado no mesmo "Festival";  e havia lá uma razoável centena de cadeiras em plástico disponível para quem tivesse de se sentar, ou quisesse fazê-lo.  Lembro-me, também, de, anos atrás, um outro concerto da Fundação Gubenkian, no Terreiro do Paço, onde contei cerca de 1200 cadeiras, nas quais se sentou mais de metade da assistência;  pelo menos, daquela que, com antecedência, no local se quis apresentar.

Por que razão, então, não terão os Olivais e a "Carmina Burana" tido direito a igual tratamento ?

Terá alguém, entretanto furtado as cadeiras ??


Uma vez mais sem qualquer aviso, quem se preparava para assistir ao espetáculo lá acabou por descobrir, escondido ao lado do palco e à direita de quem para ele estava está virado, um pequeno recinto repleto de caixas, das quais sete apressadas e pouco bem encaradas pessoas afanosamente retiravam estruturas de cartão às quais davam a forma de quase paralelipípedos sobre os quais os espetadores, após exasperante "seca" numa longa fila, acabariam por se sentar.

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Mas não são os concertos da Gulbenkian para todas as pessoas de todas as idades?
Não alardeia a Câmara Municipal um suposto e constante cuidado com a gestão das acessibilidades?
Como entender, então, que, igualmente para todos, independentemente da idade e da capacidade de locomoção ou de sustentação, apenas tenham sido disponibilizados assentos deste tipo?
Como explicar!

Ou é tudo a fingir?

"Olhe, Avó, sente-se lá nisso aí, que é o que há!

Ou, então, voltamos para casa, que não podemos fazer mais nada!

Oh, Henrique, podes ir tu com ela?
Gostava, mesmo, de ver isto..."


E lá volta o Henrique a casa,
com a mãe da sogra, mas sem a "Carmina".


Que tristeza!

Que tristeza, Fundação!
Entretanto, junto ao palco, os que podiam enfileiravam-se numa espera de mais de um quarto de hora.

Para muitos, uma espera que se seguia a bastante mais de um outro quarto de hora à procura de um inexistente lugar para estacionar.

Porque, no calor da guerra - evidentemente perdida... - contra o automóvel, a nossa Querida Edilidade parece empenhar-se, agora, em promover eventos em locais onde, muito simplesmente, não há lugares de estacionamento disponíveis.  Isto, claro está, independentemente da distância a que os interessados em assistir ao espetáculo possam residir, ou da possibilidade de acesso com recurso ao transporte público por parte dos mesmos.

"OLIVAIS PRECISA DE TODOS"...
MAS, POR MUITO LONGE QUE MOREM,
 NÃO TRAGAM O CARRUNCHO, POR FAVOR!

Assim parecem implorar as pessoas que, por toda a alfacinha Cidade,
de braços sempre cruzados,
parecem expessar uma indómita vontade de inertes se deixar ficar!




Fica um pedido à Fundação Calouste Gulbenkian:

é excelente a ideia de saír à rua.
Mas escolham, por favor, a quem dão o braço nessa saída!

Aqui, deram um valente tropeção...







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Aqui perto, veja também:

AVENIDA INFANTE DOM HENRIQUE (EXPO)



domingo, 3 de setembro de 2017


LA GONDOLA È MORTA!


Um ex-libris dos restaurantes italianos alfacinhas e, sem dúvida, um dos mais antigos.No passado dia 6 de Agosto, fechou, definitivamente, as suas portas.


Vendo bem, não podia deixar de ser.


O terreno era demasiadamente apetecível para a instituição bancária que, agora, o detém ficar inerte perante tão aliciante oportunidade;  e a nossa estimada Edilidade não considera seu dever conservar o pouco património que nos faz, ainda, sentir algo da tradição que Lisboa já foi.

Antes da era da sacrossanta fórmula "tuk-tuk + hostel", já se sabe.

A frondosa buganvília não sabe que, em breve, a irão matar;  ainda parece viva.
Algumas cadeiras e uma mesa da esplanada parecem despojos de uma última refeição.




Os letreiros ainda lá estão, limpos, como se fosse ontem, mas...
estabelecida há mais de oitenta anos - pelo menos -, La Gondola fechou, mesmo, as suas portas.

Hoje, é esta, meus caros, a

Ementa do Dia
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Tudo por um entendimento entre a nossa Exmª Edilidade e uma instituição bancária, também ela bem antiga e que, por isso mesmo, deveria, melhor do que muitas outras, compreender o irremediável impacto daquilo que se prepara para fazer.

Não, não foi "por bem".

Foi por patacas.  Poucos sabem quantas.
Não perca os links abaixo:
a quantidade e o que lá é dito mostra bem a medida da indignação
de todos nós, alfacinhas de gema!

Pense nisto, antes de abrir conta!

Afinal, o histórico cultural destas instituições conta, também!


Haverá, ainda, quem acredite nas promessas desta gente?

Auri sacra fames!

A sagrada fome do ouro,

deixa-nos, cada vez mais, uma Cidade sem identidade, sem referências.

Mas faz falta o dinheiro para as operações de cosmética no "Eixo Central".

... e a imponente buganvília vai caindo. Impotente...

Na Avenida de Berna, mesmo em frente à Fundação Gulbenkian.

Este local situa-se na área geográfica de intervenção da Junta de Freguesia de AVENIDAS NOVAS 


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Alguns Links:
Petição "Contra a Demolição do Edifício Restaurante Gôndola e Salvar a identidade das Avenidas Novas"
Restaurante La Gondola encerra este domingo (RTP - com reportagem)
Montepio “afunda” La Gondola na Avenida de Berna (Negócios)
O La Gondola, restaurante "irrepetível" de Lisboa, fecha esta semana (Público)
La Gondola fecha para dar lugar à sede do Montepio (Diário de Notícias)
O (mau) trabalho das autarquias (Observador)
Restaurante La Gôndola vai ser demolido para construir edifício de banco (NIT)
Pois é, se ninguém travar o Montepio e a CML a Gôndola vai abaixo... (Cidadania-Lx)
Restaurante La Gondola fecha para ser demolido e dar espaço a sede de banco (O Corvo)
O La Gondola, restaurante "irrepetível" de Lisboa, fecha esta semana (O Voo do Corvo)
Restaurante La Gondola: Adeus, até ao meu regresso! (Boa Cama, Boa Mesa)
Jóia Veneziana em Lisboa (Nova Gente)
“A grande virtude da La Gondola, foi nunca ter abandonado os processos tradicionais de fabrico...” (Mundo Português)
La Gondola (Onde Vamos Jantar?)
La Gondola - Avaliações e Comentários (Trip Advisor)
La Gondola - Comentários (FaceBook)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016


CONVENTO DO BEATO



Eleições Autárquicas

Esclareça-se, antes de mais, que o problema que aqui me traz não reside, propriamente, no Convento do Beato.

Bem pelo contrário:  o Convento encontra-se, tanto quanto sei, recuperado e muito bem conservado, nele se realizando alguns eventos elegantes ou culturais da Capital.  Quanto a este, a única "miséria" a apontar seria, assim, o não ser visitável, nem mesmo se conseguindo ver ou fotografar o exterior, a não ser a partir da via pública - por exemplo através de alguma frincha de algum menos bem cuidado portão que por ali se possa encontrar, como aconteceu com a imagem à direita...


O problema reside, antes, no conjunto de edifícios degradados - alguns dos quais não passam, já, de ruínas - que envolve o Convento;  e é deste que vos trago algumas imagens que quase por si só irão falar.

Eleições Autárquicas Lisboa


Para a "reorganização" do belo "Complexo Histórico e Arquitectónico do Convento do Beato" parece existirem planos;  pelo menos, a fazer fé no cartaz afixado no n.º 38 da Rua do Beato - quase ilegível, de tão desbotado que está.
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O Convento e os imóveis que mais proximamente o rodeiam são, ao que consegui apurar, propriedade da "Portugal e Colónias", como ainda a designam por aqueles lados.



Localizados na confluência da Alameda do Beato com a Rua do Beato, todos estes aparentam estar devolutos;  pelo menos, os que dão diretamente para a via pública, já que aos outros não tive acesso.

Neste, acima, à esquerda, terá funcionado, há muito tempo, um supermercado, mas, desde então, nenhuma outra utilização lhe é conhecida.


Nos restantes que dão para a Rua do Beato, funcionaram, em tempos, indústrias diversas, desde a eletromecânica à têxtil;  parece ter ali existido uma fábrica de fechos de correr cujos edifícios iam até à via férrea.








O acesso far-se-ia pelo degradado n.º 32, que, segundo por ali dizem, daria também entrada para o que foi o Pátio do Miranda
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Continuando até onde a Rua do Beato dá lugar à Rua do Açúcar, encontramos a entrada para o Pátio da Quintinha.

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Segundo uma publicação disponibilizada pela Junta de Freguesia de Marvila, "este páteo já foi casa senhorial pertença da família do Marquês de Marialva.  Ficou «quintinha» face à grande casa do Marquês.  Pode-se chamar Pavilhão Marialva porque talvez tivesse tido as funções de apoio a um antigo Cais Marialva.  Ainda mantém belíssimos azulejos do século XVII" (Marília Abel e Carlos Consiglieri, in "Marvila" - Dinalivro - Lisboa, 2006 - pág.97).

Pois bem, aqui fica uma imagem bem atual do Pátio da Quintinha.






Depois do Pátio, mais um edifício degradado.
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A joia da coroa deste miserável conjunto encontra-se, porém, mesmo em frente, do outro lado da rua.





Trata-se, ao que consegui apurar junto de um morador vizinho, de uma antiga refinaria de azeite, tão antiga já que mais ninguém por ali perto foi capaz de me dizer do que se tratava.






Completamente degradada, serve hoje de refúgio a pessoas sem abrigo e a toxicodependentes, que por ali pernoitam, perante a complacência da Câmara, da Junta de Freguesia e da Guarda Nacional Republicana - que tem instalações paredes meias com o decrépito imóvel.








Aqui ficam algumas recordações do interior, e da evidente insalubridade que impera na lixeira em que se transformou.








O que vale é que já há licenciamento para obras... como em quase tudo quanto está a cair de podre na nossa cidade de Lisboa.


E, a julgar pela imagem,  quão recente o licernciamento deve ser...
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Um "conjunto arquitetónico" a recordar;
e a visitar, no próximo evento a que por ali assistir.


Este local situa-se na área geográfica de intervenção da:

  • Junta de Freguesia do Beato
  • Junta de Freguesia de Marvila




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Alguns Links:
Convento do Beato (Junta de Freguesia do Beato)
Convento do Beato António (e-cultura)
Incêncio Destruiu 70 por Cento do Convento do Beato (Eclésia)
Convento do Beato Reabre Hoje (Público)
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