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segunda-feira, 2 de outubro de 2017


RESULTADO À VISTA!



10h20m de 2 de Outubro de 2017.

Os votos estão contados.
Em todo o País, apenas em seis freguesias os resultados finais estão por apurar.
Mas os dados de Lisboa são definitivos: a contagem está fechada nas vinte e quatro freguesias do Concelho.

- x -

Segundo o sítio oficial das Autárquicas 2017, o Partido Socialista (PS) conquistou, a nível nacional, 157 presidências de câmara - mais 6,8% do que as 147 da eleição anterior -, e obteve 38,01% dos votos - mais 4,4% do que os 36,39% anteriores.

Isto, note-se, coincidindo com uma legislatura em que o PS se encontra sujeito ao desgaste da governação do Estado, assim não sendo, propriamente, de espantar se, mesmo tendo em conta a especificidade das Autárquicas, tivesse sido, globalmente, penalizado nesta eleição.

Não foi.

Tal como não foi em 2013, em Lisboa, quando, estando na governação da Câmara Municipal, obteve uma expressiva maioria absoluta de 11 vereadores em 17 disponíveis.

Da mesma forma que ontem, a nível nacional, não houve, nas Autárquicas 2013, qualquer desgaste, qualquer erosão devido ao facto de o PS se encontrar na governação.

Bem pelo contrário.


E, mesmo em Lisboa, ao nível das freguesias, também não!

- x -

No entanto,

nas Autárquicas 2017, em Lisboa,
o Partido Socialista PERDEU
a maioria absoluta, e três vereadores !

A política partidária, nacional ou local, não interessa, minimamente, ao Misérias de Lisboa, nem alguma vez irá interessar.

Mas sendo o "Misérias" um espaço que vem, desde há tempos, a chamar a atenção para aquilo que é e não deve ser em Lisboa, não poderia deixar-se ficar calado perante tão miserável resultado eleitoral, evidentes como são as causas que a ele terão conduzido.

É que não é um qualquer aselha que, num quadro eleitoral tão favorável
como aquele em que se candidatou, consegue um resultado tão desastroso,
em que perde nada menos do que 27,27% dos 11 vereadores !

É, de facto, necessário que a nossa extremosa Edilidade tenha optado por uma atuação pusilânime, e por se apresentar ao eleitorado, nos cartazes, literalmente de braços cruzados, numa postura que bem exprime o quase nada que, no que a intervenções de fundo, estruturais tem sido feito, preterido perante as inúmeras e extremamente incómodas obras de municipal cosmética que, nos últimos anos, diariamente tem imposto ao nosso outrora pacato dia-a-dia.

Esta quebra de 27,27% em vereadores corresponde a uma estrondosa perda de 21,26% de votos:  de 50,91% em 2013, o PS passou para meros 42,02% agora, o que ditou a perda da maioria absoluta com que tem vindo a governar.

A nível nacional, o PS sobe 4,4%.  Em Lisboa, desce 21,26%.

Ou seja:  o PS regista, em Lisboa,
um resultado mais de 25 pontos pior do que o total nacional!


Mas SÓ a nível municipal!

Nas freguesias de Lisboa,
o PS manteve os 40% de 2013!
Melhorou um pouco, até!


Não resta, assim, qualquer dúvida de que
a quebra brutal do PS em Lisboa
se deveu,
exclusivamente, ao
péssimo desempenho da
Câmara Municipal!


"Vitória" do PS em Lisboa ?

Mas está tudo doido,
ou o estado de choque fê-los levantar os pezinhos do chão ?

As palmadinhas nas costas recebidas no Hotel Altis
não foram de felicitação,
mas de comiseração, de conforto.


Porque, tirando aquilo que, por razões que nada têm a ver com a gestão autárquica, aconteceu ao Partido Social Democrata (PSD),
o resultado, em Lisboa, do PS
foi o pior de todos os principais restantes.

E, como estas coisas não acontecem por acaso, não há como dissociar o desaire da desastrosa, ligeira, inconsequente e pouco competente gestão camarária que vem sendo feita, iluminada por uma política que em muito pouco corresponde aos reais e legítimos anseios dos Alfacinhas, facto para o qual aqui me não tenho cansado de alertar.

- x -

A perda da maioria absoluta faz, necessariamente, com que uma ou outra força política minoritária logo se perfile como peça fundamental para viabilizar a governação camarária.

Mas atenção:

se essa peça fundamental sancionar a proliferação de ciclovias que quase ninguém utiliza em detrimento de lugares de estacionamento que ninguém pode deixar de utilizar; ou a complacência perante a quantidade de imóveis devolutos ou em ruínas, apenas para não tomar uma posse administrativa que lhe custaria fundos que prefere esbanjar em políticas de "embelezamento" esquecendo as obras estruturais;  ou o amadorismo de decisões tomadas e revertidas por erros técnicos fáceis de evitar,

não se admire essa mesma peça fundamental se, daqui a quatro anos, viver igual ou pior desaire do que aquele que o PS agora se vê obrigado a dar saltos de corça para tentar disfarçar.

Porque, como há anos ouvi a um ilustre Português que já nos deixou,
"a estrutura vence, sempre, a estratégia".

E, felizmente, assim o entenderam, também, os eleitores.

Desta vez, não vos trago imagens.
O vazio, não se pode ilustrar.




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quarta-feira, 20 de setembro de 2017


LISBOA... NA RELVA


Espetáculo, não é só o que se passa no palco.

Pensar o contrário, seria minimizar a importância do muito que se passa na envolvente, na sala, ou nos bastidores.

Centrando-me nos dois primeiros, devo começar por dizer que não é habitual poder associar a eventos da Fundação Calouste Gulbenkian aspetos menos positivos, seja no campo da logística, seja no da organização.

Duvidas não me restam, assim, de que, para eles se manifestarem, foi necessária a infeliz associação da Fundação às ações de rentrée politica da Câmara Municipal de Lisboa, mais propriamente à "Lisboa na Rua 2017":


Desta vez, no entanto, Lisboa não ficou "na rua",
mas, literalmente, "na relva".

câmara municipal de Lisboa
Refiro-me à apresentação da "Carmina Burana" no passado dia 9 de Setembro, no Vale do Silêncio, aos Olivais, em que nenhum assento digno desse nome foi disponibilizado aos espetadores - mesmo aos  enfermos ou mais idosos -;  nem foi, previamente, anunciado, que assim iria acontecer.

A brochura da Fundação dizia que "Pelo terceiro ano consecutivo, a Orquestra Gulbenkian reforça o compromisso de sair da sua casa em busca de novos públicos no contexto mais informal, levando composições de confirmado apelo universal a habitar espaços menos habituais de Lisboa, enquanto se afirma como um elemento vivo no quotidiano da cidade (...), propõem a conhecedores e curiosos o contacto próximo, no cenário convidativo do Parque do Vale do Silêncio (...)".

cmlPor seu turno, a brochura da CML anunciava, mais singelamente, que "Neste Lisboa na Rua apresentamos ao ar livre um concerto de excelência que poderia acontecer em qualquer uma das grandes salas de espetáculos do mundo: (...)"

Destes dois pequenos trechos poder-se-ia, então, concluir que o evento teria lugar num aprazível espaço ao ar livre, em contexto informal, um evento digno de uma grande sala de espetáculos.


Esqueceram-se, no entanto, ambas as brochuras de referir que o lugar "aprazível" era um parque quase votado ao abandono, onde não faltam folhas velhas e lixo, devendo os espetadores jazer num relvado aparado mas quase careca de relva, tendo como alternativa ficar sentados numa espécie de caixotes de cartão, acessíveis, unicamente, a quem se dispusesse a "secar" durante mais de um quarto de hora numa interminável fila.

Isto depois de aqueles que não tinham acesso fácil através do metropolitano ou habitavam as redondezas terem passado tempos infinitos a poluir o ar e a gastar combustível na procura vã, para estacionar, de um inexistente lugar.


No Sábado 9 de Setembro, foi isto o que aconteceu.


O estado em que se encontra o "lugar aprazível" está, em parte, documentado nas imagens que, acima, vos tenho vindo a mostrar.

Para se chegar ao relvado, há que, em qualquer ponto, atravessar a mata, onde, às folhas secas há vários dias amontoadas, se junta a habitual e contemporânea lixarada de noitadas ao relento à base de fast-food para partilhar.



De um lado, a lenta construção de um recinto desportivo;  do outro, escolióticas balizas sem rede, que talvez um dia terão servido para jogar.

Bem exemplificativo do quase abandono a que o Parque está votado, é o estado em que se encontram as tabuletas. O espaço parece estar abrangido por um qualquer regime legal; mas, após ter consultado todas elas, continuei sem conseguir apurar qual...



Chegados ao recinto do espetáculo, um relvado que mais parece um campo pelado,
com gigantescas falhas de relva e muito pouco verde onde os incautos se pudessem sentar.




Relva verde, verde, só mesmo à noite,
à luz dos holofotes da mesma côr !



Por altura do ensaio geral, ninguém, ainda, imaginava que iriam ser distribuídos "caixotes" de cartão para os espetadores se sentarem.  Vi, assim, alguns moradores das redondezas partir e voltar com cadeiras desmontáveis, provavelmente trazidas de suas casas.  Outros, mais prevenidos ou mais habituados a estas andanças, precaveram-se com mantas e artigos similares.

No entanto, ainda poucos dias antes tinha eu estado, no Campo Grande, a assistir a um concerto de Jazz, integrado no mesmo "Festival";  e havia lá uma razoável centena de cadeiras em plástico disponível para quem tivesse de se sentar, ou quisesse fazê-lo.  Lembro-me, também, de, anos atrás, um outro concerto da Fundação Gubenkian, no Terreiro do Paço, onde contei cerca de 1200 cadeiras, nas quais se sentou mais de metade da assistência;  pelo menos, daquela que, com antecedência, no local se quis apresentar.

Por que razão, então, não terão os Olivais e a "Carmina Burana" tido direito a igual tratamento ?

Terá alguém, entretanto furtado as cadeiras ??


Uma vez mais sem qualquer aviso, quem se preparava para assistir ao espetáculo lá acabou por descobrir, escondido ao lado do palco e à direita de quem para ele estava está virado, um pequeno recinto repleto de caixas, das quais sete apressadas e pouco bem encaradas pessoas afanosamente retiravam estruturas de cartão às quais davam a forma de quase paralelipípedos sobre os quais os espetadores, após exasperante "seca" numa longa fila, acabariam por se sentar.

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Mas não são os concertos da Gulbenkian para todas as pessoas de todas as idades?
Não alardeia a Câmara Municipal um suposto e constante cuidado com a gestão das acessibilidades?
Como entender, então, que, igualmente para todos, independentemente da idade e da capacidade de locomoção ou de sustentação, apenas tenham sido disponibilizados assentos deste tipo?
Como explicar!

Ou é tudo a fingir?

"Olhe, Avó, sente-se lá nisso aí, que é o que há!

Ou, então, voltamos para casa, que não podemos fazer mais nada!

Oh, Henrique, podes ir tu com ela?
Gostava, mesmo, de ver isto..."


E lá volta o Henrique a casa,
com a mãe da sogra, mas sem a "Carmina".


Que tristeza!

Que tristeza, Fundação!
Entretanto, junto ao palco, os que podiam enfileiravam-se numa espera de mais de um quarto de hora.

Para muitos, uma espera que se seguia a bastante mais de um outro quarto de hora à procura de um inexistente lugar para estacionar.

Porque, no calor da guerra - evidentemente perdida... - contra o automóvel, a nossa Querida Edilidade parece empenhar-se, agora, em promover eventos em locais onde, muito simplesmente, não há lugares de estacionamento disponíveis.  Isto, claro está, independentemente da distância a que os interessados em assistir ao espetáculo possam residir, ou da possibilidade de acesso com recurso ao transporte público por parte dos mesmos.

"OLIVAIS PRECISA DE TODOS"...
MAS, POR MUITO LONGE QUE MOREM,
 NÃO TRAGAM O CARRUNCHO, POR FAVOR!

Assim parecem implorar as pessoas que, por toda a alfacinha Cidade,
de braços sempre cruzados,
parecem expessar uma indómita vontade de inertes se deixar ficar!




Fica um pedido à Fundação Calouste Gulbenkian:

é excelente a ideia de saír à rua.
Mas escolham, por favor, a quem dão o braço nessa saída!

Aqui, deram um valente tropeção...







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Aqui perto, veja também:

AVENIDA INFANTE DOM HENRIQUE (EXPO)



terça-feira, 12 de setembro de 2017


Insólito: O Mealheirinho da EMEL



Já aqui vos falei do estacionamento quase selvagem - e que considero absolutamente ILEGAL - que, com o beneplácito da Câmara Municipal de Lisboa, é prática corrente na Avenida Almirante Gago Coutinho [veja aqui].

Uma situação bem mais séria se nos depara, no entanto, na Avenida do Brasil: não apenas o estacionamento sobre os passeios se encontra, igualmente institucionalizado, como a Empresa Municipal que o "gere" (EMEL) se arroga o direito de COBRAR por essa mesma ilegalidade!


Ou seja:  além da gestão "habilidosa" que é feita nos passeios na Gago Coutinho, temos, na Avenida do Brasil, uma gestão "espertalhona", em que, não apenas a maior parte da largura do amplo passeio do lado direito de quem sobe do Campo Grande [veja aqui] é, muito simplesmente, subtraída ao usufruto do peão, como a EMEL cobra - e aplica coimas - sobre um suposto direito à exploração de estacionamento num espaço por si ocupado mas que, por direito, lhe não pertence, nem pertence aos automobilistas:

PERTENCE AOS PEÕES!


Eleições Autárquicas Lisboa


Em certos pontos, nem pinos de demarcação puseram, encontrando-se os transeuntes completamente desprotegidos, e, tal como em toda a Gago Coutinho, completamente à mercê do "critério" dos automobilistas quanto à melhor zona do passeio onde plantar a viatura.  O que não deixa de ser surpreendente por parte de uma Edilidade que parece ter declarado guerra aberta a tudo quanto é automóvel...


Por toda a Avenida se procura, aqui e ali, um cantinho onde espetar um sinal de "Parque", por muito torto que esteja;  
um mealheirinho a alimentar com mais alguma coisinha para engordar o municipal pecúlio, a esbanjar em grandes obras de cosmética para eleitor admirar.

Os passeios da Avenida do Brasil parecem ser um dos exemplos mais ilustrativos do ataque continuado, por parte da Câmara, da Câmara ao direito à circulação pedonal, estando a maior parte da largura de ambos os passeios ocupada:  ou por uma ciclovia decrépita e servindo - como todas as outras - um número diminuto de utilizadores, ou por estacionamento automóvel manifestamente ilegal.

Eleições Autárquicas Lisboa

E, ainda por cima, ESTACIONAMENTO PAGO!



Perguntar-se-á:  porquê ?

Qual, de facto, a justificação "técnica" para que, em situações aparentemente idênticas,
o estacionamento seja cobrado na Avenid
a do Brasil e, na Gago Coutinho, não?


A resposta é, provavelmente: "PORQUE SIM!"...

Como tanta coisa arbitrária e racionalmente inexplicável que acontece na Cidade.


Este local situa-se na área geográfica de intervenção da Junta de Freguesia de Alvalade


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terça-feira, 5 de setembro de 2017


Insólito: CICLOVIA PARA AUTOMÓVEIS


Durante várias décadas existiram, no troço da Avenida Visconde de Valmor compreendido entre, de um lado, o cruzamento com a Avenida Magalhães Lima, Rua de Dona Filipa de Vilhena e Rua do Arco do Cego e, do outro, o cruzamento com a Avenida dos Defensores de Chaves, duas faixas de rodagem;  e também, de cada lado da Avenida, um estacionamento longitudinal.

Tudo corria, neste cenário, às mil maravilhas.

Eis senão quando sentiu a nossa Querida Edilidade uma irreprimível necessidade de dotar a dita artéria de uma ciclovia.  Talvez, quem sabe, para que a enorme quantidade de alunos que se desloca de e para o Liceu Filipa de bicicleta - se houver uma dúzia, tiro o chapéu... - o possa fazer em maior segurança.

Meu dito, meu feito, a primeira coisa de que se lembraram foi eliminar a faixa de rodagem do lado esquerdo, que passaria a servir como estacionamento longitudinal;  e este, pintado de novo, como ciclovia.  Mas...


Do que os ilustríssimos e profissionais Técnicos da Câmara Municipal de Lisboa parecem não se ter lembrado foi de que as bicicletas são, em regra, mais estreitinhas do que os pópós.  E vai de reservar para a ciclovia a mesma largura de faixa que, anteriormente, estava destinada ao estacionamento dos últimos.

Como facilmente se pode constatar na imagem à direita, é, ainda, bem visível, escondidos a preto, o traçado dos anteriores lugares.


Ficámos, assim, com algo que bem poderia ser uma ciclovia para automóveis,
uma inovadora "autovia".




Resultado:

  • largas dezenas de centímetros de largura de asfalto ficaram desperdiçadas;
  • estas largas dezenas de centímetros poderiam ter sido muito mais bem aproveitadas, em parte, alargando um pouco a única faixa de rodagem que sobreviveu;
  • e, o resto, deixando algum espaço para que os condutores que estacionam à esquerda pudessem sair das suas viaturas sem ter de pedir licença aos pinos que demarcam a ciclovia.


Se não se lembraram...  já é mau!
Mas...  é tudo nos gabinetes?
Não há quem observe, quem fiscalize?
Quem vá lá??!!


Além de tudo o mais - que não é pouco -, parecem os competentíssimos Técnicos ignorar que nem todos os carros são Smarts e afins, e a largura dos lugares de estacionamento que foram marcados é insuficiente para a maioria das viaturas.

Simplesmente ridículo !

(Faz, até, pensar que os lugares foram desenhados pela mesma pessoa que, há meses atrás, tratou do traçado das faixas de rodagem da Avenida Fontes Pereira de Melo quando das também "importantíssimas" e "urgentíssimas" alterações ao Eixo Central - faixas essas de tal forma estreitas que aquilo teve de ser tudo redesenhado, tamanha era a ilegalidade...  Adiante).



Ao passar, reparei que andam, por ali uns buldozers a "arranjar o cabelo" da Rua do Arco do Cego.
Canteirinhos, cosmética, o costume...

Por que não aproveitar, então, as obras para arrancar aqueles pinos estapafúrdios,replantá-los mais à esquerda,e dividir o espaço correspondente entreos lugares de estacionamento e a
faixa de rodagem sobrevivente?



Afinal, errar não é vergonha.
Na CML, vai-se tornando um hábito, aliás.

Senão, lembremo-nos, não só, do que sucedeu com o traçado da Fontes Pereira de Melo, mas com o da Dona Filipa de Vilhena, quando alguém teve a ideia peregrina de eliminar o sentido Sul-Norte no quarteirão entre as Avenidas de António José de Almeida e Visconde de Valmor:

ao que apurei no comércio local, a confusão foi tanta,
e os engarrafamentos tais no troço de que aqui tratamos,
que a brilhante ideia durou uma ou duas semanas,
e logo voltou ao que era dantes.

Parece coisa de gente que tem ideias no papel, manda - não vai - experimentá-las no terreno à custa do erário público e, se não funcionar, gasta-se mais algum e volta tudo ao mesmo.

Se é para isto que existem técnicos, então até eu posso ser um deles, na base do "experimenta-se e logo se vê" !

Mas reparemos, por fim, nos rastos de borracha que ficaram marcados na bendita "autovia" de que aqui vos falo:  não parecem demasiado largos para ser feitos por pneus de bicicletas?

Vejam bem...


A resposta é bem simples:  aquilo são rodas de motas 125 que, na hora de ponta e sem possibilidade de ultrapassar os automóveis na única e estreita faixa de rodagem, aceleram pela ciclovia, em contramão, para conseguir ultrapassar!  Mesmo ao andar por ali de passagem, já vi várias, aliás...

Talvez por isso mesmo, os rastos cessam antes do cruzamento, e não continuam ao atravessar:  passados os pinos, as motas retomam a faixa de rodagem e seguem o seu caminho.


Devaneios de um sonhador?

Em todo o caso, ideias inúteis,
que, de alguma forma, o tempo - e a borracha - vão tratando de apagar...


Entretanto... cá estão os Alfacinhas para aguentar!



Este local situa-se na área geográfica de intervenção da Junta de Freguesia de AVENIDAS NOVAS 



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terça-feira, 1 de agosto de 2017


AVENIDA ALMIRANTE GAGO COUTINHO



Situada entre o Aeroporto Humberto Delgado e a Praça Francisco Sá Carneiro -
ou, como se dizia dantes, "entre a Portela e o Areeiro" -,
a Avenida Almirante Gago Coutinho apresenta-se, para quem
chega de avião, 
como a antecâmara da nossa Lisboa dos hostels e dos tuk-tuk,

No entanto, tirando-lhe o separador central
e as árvores que servem para esconder as misérias do que poderia ser uma bela e aprazível zona da Cidade,
ficam-nos:


1. Estacionamento Selvagem
2. Lixo na Via Pública
3. Imóveis Devolutos


 

  1.Estacionamento Selvagem  



Por aqui passam, diariamente, largos milhares de turistas chegados a Portugal.
E é, assim que, logo à entrada, todos eles deparam com o triste espetáculo de um estacionamento simplesmente selvagem, caótico, até porque verdadeiros lugares para estacionar...  não há.

câmara municipal de Lisboa

Passeios - ou seja, calçada para se passearem as pessoas, nós -, também não há, a não ser, ao fim de semana.

(Por isso mesmo, tive de esperar por um fim de semana para conseguir fotografar os imóveis que ilustram a última parte deste texto, ou mal conseguiria mostrar-vos alguns deles).

Aos dias úteis, só mesmo pedindo licença aos carros plantados em cima do passeio ainda é possível por ali andar.


No entanto - é a Câmara Municipal que o diz ! -, os peões têm..

1. Direito aos passeios: os passeios são para os peões, não para os carros.
1.1 Direito à livre circulação com passeios isentos de viaturas estacionadas ou outros objetos que pelas suas características ou dimensões dificultem ou impeçam a passagem dos peões, tais como pais com carrinhos de bebé, deficientes motores, etc.
1.2 Direito a passeios lisos, bem construídos e mantidos, sem formação de covas, não destruídos por estacionamento automóvel indevido.
Câmara Municipal de Lisboa, in "Carta Municipal de Direitos dos Peões"

Pois é: muito fala Frei Tomás...

cml

Na prática, tão belos propósitos correspondem, além de um amplo parque estacionamento na secção Sul da Avenida - mesmo junto ao Areeiro - a apenas três ou quatro pequenos parques ao longo de toda a Avenida,
que, nem de perto, nem de longe, chegam para as necessidades de estacionamento da zona.


A Polícia passa, mas finge que nem vê.
Aliás:  o que pode fazer ?

Autuar, diariamente, as centenas de automobilistas que, alternadamente, estacionam sobre os passeios, de um lado e de outro da Avenida ?

Pior:  a Polícia nem pode, em boa verdade, autuar.


Ora vejam:

A alínea f) do n.º 1 do artigo 49º do Código da Estrada diz,
sem margem para qualquer dúvida ou "originalidade" na interpretação, que
é proibido parar ou estacionar "(...) nos passeios e demais locais destinados ao trânsito de peões;
e a alínea n) do artigo 1º define "passeio" como
"superfície da via pública, em geral sobrelevada,
especialmente destinada ao trânsito de peões e que ladeia a faixa de rodagem
".

Fernando MedinaNo entanto, como "alternativa" a uma intervenção de fundo
que resolvesse o problema do estacionamento na Gago Coutinho,
mandou a Câmara Municipal de Lisboa plantar por toda a Avenida uns sinais de "Parque" para, ao que parece, legitimar uma efetiva e manifesta ilegalidade praticada, com o beneplácito expresso da Autarquia, por parte de largas centenas de condutores que, diariamente, por todos aqueles passeios largam os seus pópós!

 No entanto, o Código da Estrada não prevê nem admite
 qualquer exceção à proibição de estacionamento sobre os passeios, 

 e as decisões das câmaras municipais estão subordinadas à lei geral. 

Convenhamos, então, que a instalação dos sinais foi ilegal,
como ilegal é a sua manutenção onde os pespegaram,
rotina com que as sucessivas edilidades se vêm conformando,
sob o olhar complacente das autoridades a quem cabe vigiar estas coisas da lei e da forma como ela é cumprida.

Uns sinais têm, já, um ar mais velhinho;  mas outros, bem recentes, mostram bem que, embora a ideia original date, quiçá, de algumas décadas atrás, o certo é que "pegou", e, à falta de vontade ou de coragem para resolver o problema, a mesma ideia tem sido seguida, e a prática mantida pelas sucessivas edilidades.

No meu entendimento, a ilegalidade e a permissividade de tudo isto são, claro está, gritantes, e bem assim o laxismo camarário, que nada faz porque, no estado a que isto chegou, não basta fazer poucochinho:
na Avenida Almirante Gago Coutinho há muito, mesmo muito, para fazer.



A praga do estacionamento selvagem - supostamente legalizado - começa
logo ao cimo, em frente dos prédios mais altos e de construção mais recente,
junto à Praça Francisco Sá Carneiro,




onde, muito procuradas pelos funcionários das diversas empresas que ali estão instaladas - e não dispondo de um parque, mesmo pequeno, a elas destinado -, as motocicletas ocupam os passeios, reduzindo, embora não drasticamente, o espaço disponibilizado para a passagem dos peões.


Depois, continuando até ao cruzamento com a Avenida Marechal António de Spínola e Avenida dos Estados Unidos da América, o espetáculo de ambos os lados da Gago Coutinho é, aos dias úteis, o que aqui se vê.
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A meio do quarteirão, o insólito parece acontecer...
Será mesmo assim ?
Estará isto "autorizado" pela Câmara Municipal ?
Pertencerá o passeio público a alguns "proprietários" ?
Enfim, será legal ?

Ou não passará de mais um "desenrascanso", muito à portuguesa ?


Lisboa Precisa de Todos

É bem verdade.

Mas será que, nesses "todos", se inclui, inevitavelmente, uma terceira bomba de combustíveis na Gago Goutinho? 



Não bastariam a que já lá havia junto ao Areeiro, mesmo ali perto, e a da Rotunda do Aeroporto ?

Já pensaram na quantidade de lugares de estacionamento que,
no lugar onde puseram a bomba, podiam ter sido criados ?
Mas não.
Apenas um minúsculo parque - ao lado esquerdo na imagem - ali ficou.
Uma grande oportunidade, ingloriamente perdida,
de resolver grande parte do problema.


Bem sei que, junto à esquina com a Avenida Marechal António de Spínola se está a construir - há quanto tempo, já!... - um "parque de estacionamento e arruamento".
<-------

Mas o efeito, quanto à quantidade de novos lugares disponibilizados, será muito pouco expressivo, tendo em conta que, no baldio ali antes existente, há longos anos já estacionavam dezenas de automóveis, e até caravanas pertencentes a uma empresa cujo balcão de vendas numa loja ali mesmo à esquina se encontrava instalado.

Eleições Autárquicas Lisboa
É preciso ter presente que o que foi, em tempos idos, uma aprazível artéria ladeada de luxuosas habitações, é hoje pouco menos do que
um vasto centro empresarial
,
onde as habitações vão cedendo lugar a sedes de organizações da mais diversa natureza:  seguradoras, lares, sindicatos, ordens profissionais, templos, centros documentais, colégios, escolas profissionais, importadores, exportadores, enfim...


Foi-se concedendo, aparentemente a esmo, licenças para arrendamentos comerciais,
sem, pelos vistos, o menor cuidado com o impacto ambiental que tais alterações viriam a ter.
Como, aliás, teria sido fácil prever.

Eleições Autárquicas
Tudo foi, assim, acontecendo à margem de qualquer iniciativa no sentido de adaptar o estacionamento de veículos automóveis às necessidades de acesso e de permanência em todas essas instalações;  tanto mais, que, como é sabido, não se trata de uma zona servida pelo Metropolitano - pelo menos, considerando os mais razoáveis critérios de proximidade.

É, pois, este o vergonhoso espetáculo imposto, logo no primeiro contacto, a muitos dos que, por via aérea, entram em Lisboa.


Uma das zonas de maior impacto - leia-se, de maior invasão dos passeios por viaturas "legalmente" mal estacionadas - ocorre após a Av Marechal António de Spínola/Avenida EUA, seguindo em direção ao Aeroporto.

O único "oásis" acontece, por vezes, na área próxima do cruzamento
com as Avenidas José Régio e Dom Rodrigo da Cunha:
 com tanto tapume, baldio e prédio vazio que por ali há - como adiante iremos ver -
é natural que bem pouca gente por ali queira estacionar.


Além disso, é lá que estão situados dois dos pequenos parques de estacionamento que já referi, além do destinado, em princípio, aos moradores da Rua Francisco Franco, que, de alguma forma, vai aliviando a carga imposta aos passeios da Gago Coutinho.

O hábito de estacionar "à balda" e a coberto de uma sinalização que, mantenho, se me afigura absolutamente ilegal, está, porém, já tão arreigado em toda a gente que, mesmo com lugares nos parques, os passeios continuam a ser preferidos por alguns.


Continuando em direção à Rotunda do Aeroporto, e a partir da zona da Casa de Macau, no 140, o panorama volta, porém, ao mesmo, com viaturas recheando os passeios da zona da Quinta do Narigão, apesar do parque que, logo à entrada da Mata de Alvalade, supostamente serve quem a visita - mas talvez, em boa verdade, assim não seja.

Tanto dinheiro de contribuições desperdiçado numa estética de gosto duvidoso feita talvez por um cabeleireiro de terceira categoria no assim chamado "Eixo Central" - onde cortar estacionamento, pintar ciclovias a torto e a direito e pespegar umas plantinhas e uns candeeiros custou milhões -, e, quanto ao mais complicado assunto do estacionamento na Gago Coutinho...  nada foi feito.

Faz-se o que é fácil e se pode mostrar rapidamente, quando à agenda política convém.

Mas o que é obra de fundo, essencial, fica por fazer.
Mesmo quando está ali à entrada da Cidade,
à vista dos clientes dos hostels e dos tuk-tuk,
junto de quem a Câmara tanto a quer promover!
 
Enfim, já se sabe que os turistas não votam;
e que naquelas casas baixinhas vivem e trabalham muito poucos eleitores.


Ao fim de semana os carros saem...
... e os peões podem, então, passear livremente,
aos tropeções e torcendo os pés numa calçada... assim:














"1.2 Direito a passeios lisos, bem construídos e mantidos, sem formação de covas, não destruídos por estacionamento automóvel indevido".
Em bom Português:  "Tretas!"

Pelos vistos,
para a CML, estacionar assim é LEGAL e CONSENTIDO.


Lembremo-nos disto,
da próxima vez que formos autuados por estacionar em cima de um passeio...







  2. Lixo na Via Pública  



Ao longo de toda a Avenida Gago Coutinho encontramos restos ressequidos da poda de plantas.



Ali ficam, dias a fio - semanas, até, a julgar pelo aspeto da lixeira que as imagens documentam -, a aguardar uma recolha que sempre tarda.

Não se entende:  então as equipas dos veículos de recolha de lixo passam, todas as noites, não vêm o estado em que aquilo está e não reportam, para que alguém mande proceder à recolha ?

As imagens abaixo foram obtidas com dois dias de diferença, mas, a julgar pelo aspeto ressequido das folhas, o lixo já por lá estava há vários dias, e...  por quantos mais terá ficado?



Admito que alguns destes despojos possam ser deixados pelos jardineiros que cuidam - aliás, exemplarmente - das plantas que ornamentam o separador central e das árvores que protegem do sol a pintura dos automóveis que, a cada passo, nos impedem a passagem pelos passeios.     ------->



Todavia, pelo que me foi dado ver nos dois fins de semana em que por ali deambulei, estou quase certo de que uma boa parte, se não a maior, daquela lixarada é deixada por pessoal de empresas que asseguram a manutenção dos jardins das diversas moradias e que, embora se desloquem em carrinhas que transportam diverso material, não as utilizam para proceder à recolha das folhas e ramagens.




Deixam-nas, em vez disso, para ali, umas - vá lá... - ensacadas, mas outras nem isso, apenas atiradas para o passeio e amontoadas de encontro aos muros que delimitam as propriedades.

Depois, o lixo chama o lixo e, dia a dia, a pilha vai aumentando, já não só com folhas e ramagens...       ------->

Bem, é claro que a Câmara tem uma legitimidade muito, muito limitada para aplicar coimas a quem assim agir, uma vez que, quanto ao estacionamento, é a própria Autarquia que, como já opinei, viola, claramente, a lei.




Entre automóveis mal estacionados, poças de água e toda esta lixarada...

por onde se espera que os peões possam circular?








Alguma coisa terá, naturalmente, que ser feita para pôr cobro a este descalabro.

Isto já não é a Avenida Almirante Gago Coutinho:  mais não parece, já, do que um despretencioso "Prolongamento da Avenida Almirante Reis", como era chamada quando da abertura.



Ou, cuidam dela, ou lhe tiram o nome do Sábio.
Assim, é que não pode ficar!





  3. Imóveis Devolutos  

No entanto, o estacionamento e a falta de limpeza
não são os únicos males da Gago Coutinho.
Longe disso !


De ambos os lados da Avenida existem edifícios degradados, que a vegetação nem sempre consegue disfarçar.


Por vezes, até, bem pelo contrário, contribui para evidenciar o triste estado de abandono de parte significativa parque imobiliário, como é o caso paradigmático do número 146, que encontramos do lado direito de quem se dirige ao Aeroporto.  Lembra o caso d'"A Árvore à Janela" [veja aqui].

A imagem foi obtida da via pública, e aquela miséria está para ali, bem patente para quem a quiser ir ver.





Do mesmo lado da Avenida, partido há quantos anos, um velho candeeiro aguarda, no 160, os dias em que alguém de alguma organização o irá pôr a funcionar.









Aqui, o 134, cujas belas varandas e janelas, se ninguém lhes deita a mão, não tardarão a soçobrar ----->




Nesta outrora bela entrada de Lisboa, os imóveis devolutos seguem-se, por vezes uns ao lado dos outros.

É o caso do 132, onde já funcionou a União Geral de Trabalhadores (UGT).
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Entregue, agora, à imobiliária do Estado, sabe-se lá quando e ao fim de quanta degradação alguém lhe irá pegar.




Um pouco mais abaixo, o 122, moradia habitacional que não chegou, ainda, ao estado do 160, que já vimos.
Mas o tempo é implacável, e os seus efeitos não se farão, por certo, esperar.














Um pouco mais abaixo, este elegante tapume.

Os tapumes abundam na Lisboa das obras eternas;  ficam bem em qualquer parte, e fazem muito bem em pô-los logo à entrada da Cidade, que assim todos ficam logo a saber com o que, daí para a frente podem contar.

Atrás do tapume...  um baldio, como não podia deixar de ser.

Um baldio... onde, uma vez arranjado, poderiam estacionar muitos automóveis.
No 121, do outro lado da Avenida, a "Futura Casa do Técnico Oficial de Contas".
Ora bem:  de "futuras" coisas também já falei [veja aqui],
e diz a experiência que, em Lisboa, o caráter "futuro"tende a prolongar-se ad aeternum.

Entretanto, para ali fica aquela confusão de madeiras abandonadas,
triste espetáculo para quem passa e não pode deixar de o ver.

Não será surpresa, mas, além da Quinta da Noiva [veja aqui],
há mais barracas na Gago Coutinho,
estas habilmente disfarçadas com vegetação.




Serralharias,

"oficinas auto".







O "condomínio" tem correio à porta e tudo...


Como tolera uma situação destas uma Câmara Municipal que tantas licenças gosta de cobrar e tantas coimas gosta de aplicar ?

Se não "sabiam"...  agora já sabem.

Vamos ver por quanto tempo isto ainda vai durar...


Entra-se pela rampa do n.º 81-A da Gago Coutinho, para quem quiser visitar.
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 Resta a consolação de sabermos que, apesar das aparências, tudo isto estará, naturalmente, devidamente inspecionado e cumpre todos os requisitos de segurança, nomeadamente no que diz respeito ao risco de incêndio.

Com a Liga dos Bombeiros Portugueses ali a dois passos, na Rua Eduardo de Noronha, de outra forma não poderia ser...

Diversas outras casas por ali se encontram vazias,
à espera de que as sempre adiadas alterações na via pública as tornem apetecíveis
para investidores ou potenciais moradores.


O 137,mesmo à entrada da Mata de Alvalade[veja aqui]
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Adjacente ao 117...  mais um baldio.


Um baldio daqueles onde caberia, também, uma data de carros
que, hoje em dia, outro remédio não têm senão estacionar em cima dos passeios.

("Legalmente", já se sabe, ou não estivessem lá os sinais a dizer isso mesmo)


Continuando, um triste e abandonado 89...

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... e que desperdício este 71 !









Por fim, é preciso dizer que, além dos imóveis devolutos que referi, se encontram, também, vazios ou, pelo menos, em venda, os números 69, 71, 126, 136, 137 e 188.



Quer isto dizer que, entre a Av Marechal António de Spínola e a Rotunda do Aeroporto,
existe, na Almirante Gago Coutinho,
cerca de uma centena de casas,
mais de 15% das quais vazias, ou em vias de assim ficar!

Mas, desde que o I.M.I. continue a pingar,
vai-se deixando ficar.





Alheio a tudo isto, no separador central pontifica, garboso,
o estandarte da Câmara Municipal de Lisboa.

Mas, em tais condições...
quem, na verdade,
quererá ali investir,
 morar ou trabalhar
?


Este local situa-se na área geográfica de intervenção das Juntas de Freguesia do Areeiro e de Alvalade


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Alguns Links:
Avenida Almirante Gago Coutinho (Lisboa de Antigamente)
Av. Gago Coutinho em Lisboa (Cidadania Lx)
O Ilegal Foi Legalizado na Avenida Gago Coutinho em Lisboa (O Cão que Fuma)
Estacionamento nos passeios da Avenida Almirante Gago Coutinho leva o PEV a questionar a CML


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