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quarta-feira, 7 de setembro de 2016


ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO DOMINGUES



"Informa-se a população e entidades que a Escola Secundária de Afonso Domingues foi extinta em 31/08/2010, pelo Senhor Secretário de Estado da Educação".

Assim se podia ler ainda hoje, 07 de Setembro de 2016, no sítio da Junta de Freguesia de Marvila.

Falo-vos, aqui, de um bem conhecido monumento ao desperdício,
ao imediatismo, à falta de planeamento,
à gestão básica e por impulsos que vem, de há muito, caracterizando o Estado Português.
Eleições Autárquicas Lisboa
Na Rua Miguel de Oliveira, em frente ao Bairro da Madre de Deus, na extrema Oeste do que em tempos terá sido a Quinta dos Alfinetes e pontificando sobre o que me parece um mais do que discutível aglomerado de hortas clandestinas onde se cultiva sabe-se lá o quê, ergue-se - ainda - o que resta do esqueleto violentado e esvaziado do que foi a Escola Secundária Afonso Domingues.

Remontando a finais do séc.XIX a fundação da Escola - originariamente escola industrial -, para aqui se mudou esta em 1956.  Dada a sua inserção numa zona menos favorecida da Cidade, não era, nos últimos tempos, escola particularmente prestigiada ou procurada pelas elites;  o que, a fazer fé no depoimento de antigos alunos, não impedia que nela lecionassem bons mestres.

Eleições Autárquicas

Para aqueles que a frequentaram, terá sido, de alguma forma, uma escola de tradições, de relacionamentos, de conhecimentos, de educação e de formação de muitas famílias, ao longo de sucessivas gerações.

Compreende-se, assim, que olhar, hoje em dia, para o estado em que se encontra o "caco" que para ali ficou comova o coração do antigo aluno mais empedernido.

E porquê ?

Porque, nos idos de 2009, o Ministério da Educação concluiu que o vetusto edifício necessitava de obras urgentes de requalificação.  E mandou fazê-las.  E muito bem.

CMLEis senão quando cai como uma bomba a decisão de avançar, a todo o vapor, com a construção da linha em que, a loucas velocidades, iria circular o famigerado TGV - para alguns a solução ideal, juntamente com o também utópico Aeroporto da OTA, para conter o desemprego que, inequivocamente, então se fazia anunciar.

Ora, essa decisão bombástica - e que, como tantas outras, apenas serviu para vender notícias, já que nunca passaria do papel - explodiu, nem mais nem menos, do que em cima da Escola Secundária Afonso Domingues, como bem mostram as imagens que hoje vos trago.

De facto, para não atrasar as obras ferroviárias, a Escola seria, definitivamente, encerrada no ano imediato à conclusão das obras de requalificação, assim transformando esta num mero esportular de dinheiros públicos, tanto mais grave se for verdade que já há mais de uma década que era praticamente dado como certo que o traçado do TGV acabaria por passar por ali.

A ser assim, a quem terá aproveitado a obra de requalificação?

Não será coisa de, em sede criminal, averiguar?  Ou, convenientemente, já será tarde demais?

Em frente da Escola, o panorama não surpreende, já que encontramos disto um pouco por toda a freguesia de Marvila:  barracas, com as suas hortinhas de variadas culturas - talvez nem todas elas muito ortodoxas -, exploradas por quem por ali se vai ajeitando como pode, e escondidas de quem passa na rua por uma decrépita vedação
Câmara Municipal de Lisboa

Do lado do Tejo... baldios, desolação.
Em lugar de a Câmara Municipal se empenhar tanto em "investir" em obras de utilidade discutível no seu dileto Eixo Central, não seria de dedicar uma pequena parte do IMI a fazer, em Marvila, mais alguma "requalificação"?


Quanto ao velho edifício, para ali ficou, vandalizado, humilhado, desaproveitado:  primeiro, porque ia ser demolido para o comboio por ali poder passar;  depois, porque, o que dele restava, ia custar, uma vez mais, muito dinheiro público a... "requalificar".



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Alguns Links:
Escola Secundária de Afonso Domingues (Junta de Freguesia de Marvila)
A Escola em Marvila que Fechou por Causa do TGV (NIT)
A Escola Industrial Afonso Domingues, a escola da minha vida... em ruína... toda partida...
Escola Afonso Domingues a Saque (RTP)
Escola onde Ia Passar a Terceira Ponte sobre o Tejo Continua ao Abandono (Público)
A Escola Secundária Afonso Domingues é o espelho da anedota que é Portugal
Escola Secundária Afonso Domingues(Wikipedia)
Escola Industrial Afonso Domingues (Restos de Colecção)


segunda-feira, 12 de outubro de 2015


PRAXES EM LISBOA


Servem, teoricamente, para acolher os "caloiros";  para os mais velhos . e, supostamente,  mais experientes e mais sensatos - os ambientarem, para fazerem com que se sintam em casa, no meio dos seus pares do meio académico.

Enfim, a praxe académica serve, teoricamente, para que qualquer novo estudante, em qualquer universidade, se sinta bem.

As imagens abaixo ilustram dois simples casos - entre tantos, tantos outros - ocorridos simultaneamente que nos demonstram que a prática é, porém, bem diferente da teoria apregoada.
Ministério da Eucação
Na margem Leste do lago maior do Campo Grande, vemos, à direita na fotografia, um grupo de senhores quase doutores, trajados a rigor, que, com o seu ar iluminado e cativante, convenceram um conjunto de caloiros a aceitar ser praxados por eles.

Ora, o nível de acolhimento que encontramos nestas praxes em Lisboa vê-se logo qual é:  os desgraçados caloiros amontoados à esquerda, na imagem, estão para ali a ouvir os "sábios", quantas vezes a pouco mais proferir do que impropérios que obrigam os mais novos a repetir, aos berros, para grande incómodo de quem passa nada tendo a ver com toda aquela anormalidade.

Mas, no primeiro caso aqui documentado, o que espera os infelizes que não estão trajados de negro?
Universidade de Lisboa

Nada mais, nada menos, do que uma espécie de batismo com água do garrafão - vá lá, pelo menos não é a do lago, que até foi mudada há pouco tempo... -, em que lhes derramam o líquido sobre a cabeça, enquanto proferem o sempre disparatado e incongruente discurso característico da generalidade das praxes, sem ponta por onde se lhe pegue, e sem qualquer conteúdo - quanto mais didático ou acolhedor, como talvez fosse de esperar.

* * *

Por que razão, por vezes já bem dentro do ano letivo, os graúdos, vestidos a rigor, desperdiçam precioso tempo de estudo, deles e das suas voluntárias e imbecilizadas vítimas?

Faculdade de DireitoVítimas que a tudo se sujeitam, numa postura de acrítica subserviência e vacuidade intelectual, talvez a aprender como se faz para quando chegar a vez de serem eles a fazer o mesmo, numa interminável demonstração da paupérrima educação detida por básicos que, quantas vezes, nem duas frases seguidas conseguem alinhavar.


Por que motivo temos de assistir a estes tristes espetáculos em Lisboa, que nunca teve tal tradição?

As praxes, tão importantes para esta gentinha medíocre, até têm códigos de conduta, imaginem!  E os tipos que as promovem e orientam dão-se nomes de fazer inveja ao mais humilde elevado reitor!

Sabem, por exemplo, o que é um dux veteranorum?  O "estudante" que por lá "estuda" há mais tempo;  logo, provavelmente, um dos piores alunos, que nunca mais passa, e que vai ganhando estatuto através da antiguidade, apesar de míseros resultados académicos.  O cábula, o repetente...

Será aos caprichos de pessoas destas que o rebanho de caloiros se entrega, de forma tão obediente e submissa?

Se assim for, estaremos perante atividades que não passam da utilização de caloiros para a a gratificação egocêntrica de cábulas cuja presença não deveria, porventura, ser, sequer, tolerada no ensino superior!

Haja vergonha!

* * *

As imagens que vos trago foram obtidas em 8 de Outubro de 2015;  e, mesmo em data já tão serôdia, não se trata de duas situações isoladas, não.

No segundo caso fotografado, no lago da zona Sul do Campo Grande, o ritual é outro:  aqui fazem os caloiros andar dentro do lago.  Sabe-se lá porquê. Sabe-se lá para quê.

Aqui reside, parece-me, o âmago da questão:  o que são e, afinal, para que servem estas anuais demonstrações de imbecilidade, degradação e selvajaria a que chamam praxes académicas?
Faculdade de Letras
As praxes continuam, e continuarão, ainda, por alguns dias do Outono, por toda a Cidade, quais demonstrações públicas de vacuidade mental, de imbecilidade, de vaidade e de inutilidade, perante a complacência - já para não falar de apoios... - dos responsáveis pelos estabelecimentos de ensino, sejam eles reitores ou pseudo-reitores.

É que quanto a praxes, não há distinção:  sabem delas quer reitores das universidades mais egrégias, quer das recém desempacotadas à pressão, quer os diretores de escolas e institutos superiores.

Sabem, porque não podem deixar de saber.  Todos sabemos.

Mas nada fazem, porque não se atrevem, porque até é giro, porque também fizeram, porque é bom para o marketing, porque também eles são mal formados, ou sabe-se lá porquê!

Universidade NovaAlguns, procuram - ainda que sem atos, com meras declarações - demarcar-se, fazer a diferença.  Mas os bons hábitos não se propagam junto de outros responsáveis, também eles com uma bem patente e elementar falta de educação cívica;  ou interviriam.  Decisivamente!


* * *

A imprensa é prenhe de relatos de abusos, até de maus tratos, de casos do foro criminal.

Por que razão a PSP não põe cobro a esta loucuras, a estes desvarios, que em nada dignificam a nossa Cidade?

A Polícia, que tão intolerante se mostra em certos casos (veja o primeiro link abaixo), atua, aparentemente, com dois pesos e duas medidas;  e, muito provavelmente, omite-se porque tem instruções superiores para tal.

Porém, segundo um parecer da Procuradoria-Geral da República citado pelo Expresso, "manifestação será o ajuntamento em lugar público de duas ou mais pessoas com consciência de explicitar uma mensagem dirigida a terceiros".

Ora, aquilo nas imagens não são manifestações?  Dezenas de indivíduos em hordas ululantes, que estão, indubitavelmente, a passar uma mensagem dirigida a terceiros?

É que, não fosse a mensagem dirigida a terceiros, fariam aquela porcaria toda em privado, no recato das instalações da faculdade;  e não em público, a incomodar e, quantas vezes, a ofender os passantes.

Porcaria, sim:  já repararam bem no estado calamitoso em que ficam as ruas e os jardins depois destes indivíduos terem passado por lá?

Estarão devidamente autorizados?  Terão licença emitida pela Câmara Municipal de Lisboa?

Claro que não!

Por que esperam as autoridades e a CML, então?

A Universidade é, supostamente, um local de elevação da mente e do espírito,
um local de meditação, de reflexão, de investigação.

Não é, não pode ser, ainda que pontualmente,
um santuário de humilhação!



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Alguns Links:
Para a PSP Duas Pessoas São uma Manifestação (Expresso)
Ainda os Dux.... 24 Matriculas??!!! Em Coimbra não há prescrições?
Dux Veteranorum (Wikipedia)
Dux Veteranorum
Praxes em Lisboa (Observador)
Praxes em Lisboa
Foi Praxado? (Público)
Código de Praxes (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa)
Campanha de Informação sobre Praxes Académicas (Faculdade de Letras da UAL)
Praxe Académica (Wikipedia)

quinta-feira, 3 de setembro de 2015


LICEU RAINHA DONA AMÉLIA



O Palacete da Ribeira Grande já albergou o Colégio Arriaga nos anos vinte e trinta do século XX, entre 1939 e 1949, o Liceu Dom João de Castro e, por fim, o Liceu Rainha Dona Amélia.

Confronta com a Rua da Junqueira e com a Travessa do Conde da Ribeira Grande.

Encontra-se devoluto há mais de uma década, hoje em avançado estado de degradação.

câmara municipal de Lisboa
O edifício barroco foi mandado edificar em princípios do séc.XVIII pelo 2º Marquês de Nisa, Dom Francisco Luiz Balthazar António da Gama (1636-1707), general de cavalaria, governador e capitão-general do Algarve, conselheiro de Estado de Dom Pedro II e de Dom João V *) .

Tê-lo-á mandado ampliar o 8º Conde e 1º Marquês da Ribeira Grande, Dom Francisco de Salles Maria José António de Paula Vicente Gonçalves Zarco da Câmara (1819-1872), par do reino e alferes-mór do reino e do castelo de São Brás, em Ponta Delgada *) .


A sua utilização como estabelecimento de ensino obrigou a algumas alterações estruturais, conservando ainda fachada principal e a capela dedicada a Nossa Senhora do Carmo.

Houve, em tempos, uma proposta de classificação, mas, hoje, a situação é "Procedimento caducado - sem protecção legal" devido a "não ter valor nacional".
CML

Hoje, resta do exterior o que as imagens documentam:  degradado, caduco, muitas janelas e portas seladas com tijolo, incluindo as da capela.

Fechado que está o edifício a cadeado, do interior apenas consegui vislumbrar algo da entrada principal e da zona da capela - esta, à direita, talvez exemplificativa de parte daquilo que demais se iria encontrar.

Fernando Medina

No entanto, se já quando o Liceu ali funcionava algumas zonas do edifício estavam, por razões de segurança, interditas aos alunos, imagine-se, mais de uma década decorrida, as condições em que hoje as iríamos encontrar....


Parece que existe, há anos, um projeto para transformação do edifício escolar num hotel de luxo e museu.   Mas...  em Lisboa, projetos há tantos, não é verdade?



Com a quantidade de hotéis que, a cada mês que passa, parece brotar em Lisboa, o que faltará para o concretizar?

You see, it's what they call "creative inertia" 
"Yes, Minister" - "Tom Sargent"

Então e o museu, de que vai ser?  Já alguém se lembrou de pensar nisso?  Dizer que é de "arte contemporânea", parece um pouco vago.  Até porque já existe.

Assim, até dá ideia de que se lá vai pôr o espaço, e logo se vê, depois, o que lá se vai apresentar.
Quem quiser conhecer o antigo Liceu Rainha Dona Amélia nos seus tempos áureos, não deixe de ler o testemunho emocionado de uma antiga Aluna, no primeiro dos links que abaixo recomendo.

Mas, enfim:  a nossa história está contada.

Por estas imagens, se vê no que aqueles projetos irão, talvez, acabar...

Deixo-vos algumas imagens atuais do exterior, por certo bem diferentes daquelas de que os antigos alunos e professores das diversas Escolas que passaram pelo Palácio para sempre irão recordar.



















*) Dados biográficos extraídos de "PORTUGAL - Diccionario Historico, Chorographico, Biographico, Bibliotraphico, Heraldico, Numismatico e Artistico" - Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues - João Romano Torres & Cª Editores - Lisboa 1912







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Aqui perto, veja também:
ANTIGA FIL  *  PALÁCIO DAS ÁGUIAS



Alguns Links:

O Liceu Rainha D.Amélia & o Palácio dos Condes da Ribeira Grande

Palacete da Ribeira Grande (DGPC)

O Palácio dos Condes da Ribeira Grande, na Junqueira. Análise do Conjunto Edificado

Palacete da Ribeira Grande / Escola Secundária Rainha D. Amélia

Hotel Museu Palácio Condes da Ribeira Grande

quinta-feira, 6 de agosto de 2015


ESCOLA FERREIRA BORGES



Nos números 27 e 29 da Rua José Dias Coelho, em Alcântara, tornejando para a Calçada da Tapada, dei com um antigo solar construído para habitação em finais do séc.XIX.

Nos anos trinta do séc.XX, ali seria instalada a Escola Comercial Ferreira Borges, que terá funcionado até 1980,
altura em que o espaço terá sido, temporariamente,
ocupado por um anexo da Escola Secundária Fonseca Benevides.



Desde então, o abandono é total, e está bem patente a progressiva degradação, exterior e interior, do edifício, que já foi frequentado por toxicodependentes e por pessoas sem abrigo.

Por todo o lado, fissuras na fachada, infiltrações, imundície, madeiras apodrecidas, materiais envelhecidos, 

Ao que parece, a Câmara demorou três décadas a reagir, a intimar os proprietários a reabilitar o imóvel.  Sem qualquer sucesso.



A CML terá acabado por adquiri-lo, e decidido ali instalar a “FUTURA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALCÂNTARA”.

Palavrinha mágica, esta “FUTURA”, que, para alguns, poderá querer dizer que tudo está resolvido.  Mas não.

Já lá vai um par de anos que a faixa lá está, fixada na agora lastimosa fachada;  mas, obras, nem vê-las.



No entanto, a faixa ostenta, orgulhosa, o velho e gasto chavão "Obra a Obra Lisboa Melhora".

Mas que obra, Senhores?

Trinta anos de inércia?  De incompetência?  De pusilanimidade?  De falta de capacidade de ação?

Que obra, que melhora, então?

Haja pudor!

Nem fazem sermão, nem podem persuadir, pois não proporcionam as provas ao assunto.
Luís António Verney, in "Verdadeiro Método de Estudar" - Carta V

Assim é tratado pela Câmara um outrora belo edifício,
CLASSIFICADO COMO PATRIMÓNIO MUNICIPAL!

- - -

Quase em frente, na mesma Rua José Dias Coelho, o 38, abandonado há várias décadas, num deplorável estado de conservação.


Até o cartaz a anunciar um licenciamento em data já há muito apagada se encontra partido, pelo chão.
Editalzinho na porta com intimação, nem vê-lo.

Quem serão os privilegiados proprietários a quem é autorizado deixar o prédio para ali ao Deus dará ,sem que a Câmara se digne intervir?  Decisiva e eficazmente.

- - -

Os sexagenários 3 e 5 também se encontram devolutos.  Estes, pelo menos, não estão, ainda, degradados, e aguardam comprador.
Mas, por quantos anos - ou décadas... - iremos, ainda, vê-los assim?




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Alguns Links:
Em Direção ao Passado Antigas Escolas Ferreira Borges
"Os Ferreirinhas"
José Ferreira Borges (Wikipedia)
História da Escola Secundária Fonseca Benevides
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