sábado, 10 de setembro de 2016


PALÁCIO DO PATRIARCADO


Palácio barroco do séc.XVIII, atribuído a João Frederico Ludovice e Mateus Vicente.

Fica situado no Campo dos Mártires da Pátria (ou Campo de Santana) n.ºs 44 a 46,
próximo do Instituto Goethe e da Embaixada da República Federal da Alemanha,
dando a fachada tardoz para a Rua de Santo António dos Capuchos 90 a 92.



Tendo sido adquirido, na década de 20 do séc.XX, pelo Patriarcado de Lisboa - que nele se instalou -, ali se hospedou o papa João Paulo II quando da sua visita a Lisboa em 1982.



Por se encontrar encerrado, do interior apenas consegui, durante algum tempo, obter, fotografando do exterior, imagens do piso térreo, que mostram bem que o nobre Palácio se encontra abandonado, devoluto.






O estado de abandono é, aliás, bem visível na entrada das traseiras, e pelo estado do "jardim", que em tempos há-de ter sido bem cuidado, mas agora...


Ontem, porém, o Palácio abriu, parcialmente, as suas portas, no âmbito do evento maior da rentrée do Regime... Municipal:  o Festival TODOS !


Todo engalanado por fora, exibia, no interior, uma exposição de fotografia aberta ao público, o que me permitiu visitar o edifício e obter algumas imagens que convosco partilho...  ad perpetuam rei memoriam, não vá alguém "distrair-se" e eliminar alguma coisinha a mais quando acabarem por fazer as desejadas obras.


Não deixa, diga-se de passagem, de parecer estranha esta aparente falta de pudor com que a Edilidade exibe as misérias do património da Cidade, como se outros espaços não houvesse onde promover estas coisas com que faz alarde da sua supostamente intensa atividade;  como é o caso deste palácio, e do Hospital Miguel Bombarda, de que já AQUI falei, entre outros.



É verdade que, em ambos os casos, não se trata - por enquanto... - de edifícios muito degradados;  mas não deixam de ser estruturas desaproveitadas, com história, que urge conservar, seja qualquer for o processo encontrado para as financiar.  Hotéis, provavelmente;  pelo menos, para já, até que Lisboa passe de moda e todos aqueles que, nos últimos anos, vêm emergendo do solo como cogumelos comecem, por falta de clientes, a encerrar.

Seja como for, as imagens revelam que, pelo menos a parte que me foi permitido visitar, se encontra - tirando o indisfarçável cheiro a humidade - em razoáveis condições de conservação.


A cobertura apresenta-se, por sua vez, ainda em bom estado, sendo de presumir que, a breve trecho, não ocorrerá uma deterioração irrecuperável dos elementos decorativos, mesmo nos pisos superiores.




Triste, triste é, no entanto, o estado da fachada principal  Se ninguém lhe deita, depressa, a mão...

Parece que, pelo menos desde o início da corrente década, existe um projeto para a conversão do palácio em hotel - que incluiria os edifícios adjacentes, também muito degradados - mantendo o essencial do interior.

Tudo parece, no entanto, continuar parado, em mais uma manifestação do municipal marasmo em que a Cidade parece ter caído, à parte algumas mais ou menos polémicas operações de cosmética no campo rodoviário.


Quando começará a nossa Edilidade a cuidar do que, para a nossa identidade,
é estrutural, histórico, essencial ?



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Alguns Links:
Palácio do Patriarcado (SIPA)
Edifício Campo Santana

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