terça-feira, 6 de setembro de 2016


RESTAURANTE 'PALMEIRA'


in memoriam


Li, em finais de Dezembro de 2015, que o "Palmeira" iria fechar nesse dia.

Li, também, que "tínhamos de entregar o espaço na primeira semana de janeiro e, como vamos fechar para o Natal, não fazia sentido voltar a abrir", pensei que seria interessante registar o estado do imóvel no fim desse último dia do "Palmeira" e compará-la, tempos mais tarde, com a evolução das obras que, com tanta urgência, apressaram o fim de um restaurante que, gostando mais um e nem tanto outros, certo é que era um ex libris gastronómico da nossa Cidade.

Situado na Rua do Crucifixo, em plena Baixa, desde que, há várias décadas, iniciou a sua atividade, era conhecido pela confecção de pratos variados de bacalhau, sobretudo os pastéis, entre outros petiscos.  Frequentaram-no, assiduamente, diversas figuras públicas,

Sobre a história do "Palmeira" e sobre os seus últimos momentos, encontrarão os Leitores farta informação nos diversos links que incluo no fim do artigo.

Mas vale a pena referir que tinha clientela certa, era, por aquelas bandas, universalmente conhecido e estava sempre cheio.

O intenso cheiro a fritos era, também, uma presença constante, a ponto de se tornar incómodo a quem por eles não tenha especial predileção.
Diga-se, em abono da verdade, que o edifício o último dos sobreviventes do incêndio do Chiado ainda não intervencionado - vá-se lá saber porquê... -, era, inquestionavelmente, uma miséria de Lisboa, a necessitar de urgente reabilitação... ou demolição.


Concentremo-nos, então, nas imagens;  nas de há oito meses... e nas de agora.

Dia de Natal de 2015
03 de Setembro de 2016

Umas tiradas ao lusco-fusco, outras através do vidro, mas, mesmo assim, revelam, de forma bem eloquente, a inutilidade da imposição de entrega do espaço "na primeira semana de janeiro" aos novos proprietários, assim privando, prematuramente, do seu poiso habitual na Baixa Lisboeta os amantes dos pastéis de bacalhau, rissóis de camarão, caracóis, e não só...

Advogados, atores, estudantes de Belas Artes, governantes,
todos viram, impotentes, ao fechar das portas.

No entanto, à boa moda alfacinha, e seguindo os tristes passos da Feira Popular, a pressa é, sempre, em fechar, em eliminar.  Depois...  depois fica como está, até ver.

Mesmo numa das "lojas de carácter e tradição"!
Quousque tandem ?

Disse o Poeta que "tudo vale a pena, se a alma não é pequena";
mas... olhem para as imagens, e digam lá:


toda esta pressa em fechar a Feira Popular, o Palmeira, valeu a pena ?

Certamente não...



Este local situa-se na área geográfica de intervenção da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.


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NUNES CORRÊA

Insólito: UTILIDADE PÚBLICA

IGREJA DE SÃO DOMINGOS



Alguns Links:
Tascas:  Palmeira Fecha ao Fim de 60 Anos (Dinheiro Vivo)
Hoje É o Último Dia para Almoçar n'"A Palmeira" (New in Town)

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