terça-feira, 12 de setembro de 2017


Insólito: O Mealheirinho da EMEL



Já aqui vos falei do estacionamento quase selvagem - e que considero absolutamente ILEGAL - que, com o beneplácito da Câmara Municipal de Lisboa, é prática corrente na Avenida Almirante Gago Coutinho [veja aqui].

Uma situação bem mais séria se nos depara, no entanto, na Avenida do Brasil: não apenas o estacionamento sobre os passeios se encontra, igualmente institucionalizado, como a Empresa Municipal que o "gere" (EMEL) se arroga o direito de COBRAR por essa mesma ilegalidade!


Ou seja:  além da gestão "habilidosa" que é feita nos passeios na Gago Coutinho, temos, na Avenida do Brasil, uma gestão "espertalhona", em que, não apenas a maior parte da largura do amplo passeio do lado direito de quem sobe do Campo Grande [veja aqui] é, muito simplesmente, subtraída ao usufruto do peão, como a EMEL cobra - e aplica coimas - sobre um suposto direito à exploração de estacionamento num espaço por si ocupado mas que, por direito, lhe não pertence, nem pertence aos automobilistas:

PERTENCE AOS PEÕES!




Em certos pontos, nem pinos de demarcação puseram, encontrando-se os transeuntes completamente desprotegidos, e, tal como em toda a Gago Coutinho, completamente à mercê do "critério" dos automobilistas quanto à melhor zona do passeio onde plantar a viatura.  O que não deixa de ser surpreendente por parte de uma Edilidade que parece ter declarado guerra aberta a tudo quanto é automóvel...


Por toda a Avenida se procura, aqui e ali, um cantinho onde espetar um sinal de "Parque", por muito torto que esteja;  
um mealheirinho a alimentar com mais alguma coisinha para engordar o municipal pecúlio, a esbanjar em grandes obras de cosmética para eleitor admirar.

Os passeios da Avenida do Brasil parecem ser um dos exemplos mais ilustrativos do ataque continuado, por parte da Câmara, da Câmara ao direito à circulação pedonal, estando a maior parte da largura de ambos os passeios ocupada:  ou por uma ciclovia decrépita e servindo - como todas as outras - um número diminuto de utilizadores, ou por estacionamento automóvel manifestamente ilegal.



E, ainda por cima, ESTACIONAMENTO PAGO!



Perguntar-se-á:  porquê ?

Qual, de facto, a justificação "técnica" para que, em situações aparentemente idênticas,
o estacionamento seja cobrado na Avenid
a do Brasil e, na Gago Coutinho, não?


A resposta é, provavelmente: "PORQUE SIM!"...

Como tanta coisa arbitrária e racionalmente inexplicável que acontece na Cidade.


Este local situa-se na área geográfica de intervenção da Junta de Freguesia de Alvalade


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